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Humor: Abordagem BOB para Jogadores Preguiçosos

No mundo de RPG, a criação da história do personagem é uma parte essencial para mergulhar de cabeça na aventura. A construção de um background robusto não só enriquece a narrativa, mas também proporciona uma experiência mais imersiva para todos os jogadores envolvidos. No entanto, nem todos os jogadores se dedicam igualmente a essa etapa, e muitas vezes nos deparamos com aqueles que preferem optar pelo caminho mais fácil, criando personagens com pouca profundidade ou até mesmo sem história alguma.

Um exemplo disso pode ser observado em uma situação vivenciada por um grupo de jogadores, onde um deles, o Joãozinho (por privacidade, vamos mudar o nome), decidiu que seu personagem teria amnésia, sem desenvolver mais nada além disso. Enquanto os outros jogadores investiram tempo e esforço em criar backgrounds detalhados para seus personagens, Joãozinho optou pelo caminho mais simples, aparentemente sem se importar com a qualidade da história de seu próprio personagem.

Esta atitude pode trazer consequências não apenas para o jogador em questão, mas também para o grupo como um todo e para a dinâmica da campanha. Um personagem com uma história rasa ou inexistente pode tornar-se um ponto fraco na narrativa, além de limitar as possibilidades de interação com o mundo criado pelo mestre.

O Melhor Exemplo da Abordagem BOB

Voltando ao exemplo mencionado anteriormente, é interessante analisar como a situação foi abordada pelo mestre Zezinho (por privacidade, vamos colocar esse nome). Ao invés de simplesmente rejeitar a escolha do jogador de ter amnésia, Zezinho encontrou uma maneira criativa de integrar essa característica à narrativa, garantindo que o jogador se apegasse ao seu personagem ao longo de três anos de campanha. Isso demonstra que, com um pouco de criatividade e paciência, é possível transformar até mesmo as escolhas mais simples dos jogadores em situações engraçadas e memoráveis.

Diálogo:

A sessão começa, a campanha avança durante 3 anos de jogatina. Durante uma das pausas, os personagens param em uma cachoeira para se limparem de um combate. Ali, é revelado que o paladino tem 2 B tatuados nas nádegas, um em cada lado, formando um “BB” dando início a uma atmosfera de brincadeira. Entretanto, o mistério do “BB” os acompanha por vários níveis, desde a saída do protetorado até a ida para Lamnor, onde causam o caos, e depois de volta ao protetorado.

Durante a passagem por Tapista, uma legião de minotauros salta de detrás de uma moita e desce o sarrafo no grupo. Todos já estavam em níveis altos, após aproximadamente três anos de campanha, e a pancadaria se arrasta por horas, até que o Diplomata do grupo resolve perguntar que POh4 tá acontecendo para o Minotauro Chefe, que tem o nome de BOB:

Jogador (diplomata): – “Qualé, vamo conversar, cês tão batendo na gente por que?”

Minotauro: “- Vocês roubaram algo que me pertence!”

Jogador (diplomata): – “Roubamos o que?”

Minotauro: – “O que não, quem, ele!”

E apontou pro paladino.

Jogador (diplomata): – “Como assim ele é seu?”

Minotauro: – “Meu nome tá marcado na traseira dele.”

Jogador (diplomata): – “Seu nome é BB?”

Minotauro: “Não, meu nome é BoB.”

Jogador (diplomata): “Só tem BB ali.”

Minotauro: “Afasta as nádegas.”

A vingança do Zezinho (o mestre) levou 3 anos. Ele garantiu que o cara se apegasse ao personagem.

Publicado em:RPG em Geral

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1 Comentário

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